Mau Tempo: Ministro Pinto Luz diz que autarca de Leiria falou com “o coração junto à boca”

O ministro das Infraestruturas, Pinto Luz, refutou hoje as afirmações do presidente da Câmara de Leiria quando este disse que a resposta teria sido mais rápida se os danos das tempestades tivessem sido na casa de quem governa o país.

Executive Digest com Lusa
Fevereiro 9, 2026
18:21

*** Serviço áudio disponível em www.lusa.pt ***

Lisboa, 09 fev 2026 (Lusa) – O ministro das Infraestruturas, Pinto Luz, refutou hoje as afirmações do presidente da Câmara de Leiria quando este disse que a resposta teria sido mais rápida se os danos das tempestades tivessem sido na casa de quem governa o país.

“Claro que não é isso, eu percebo essa paixão, o momento crítico que os senhores autarcas estão a viver, e muitas vezes o coração está junto à boca”, disse Miguel Pinto Luz no final de uma reunião com as várias entidades do setor das infraestruturas para analisar os efeitos do mau tempo em território nacional.

O ministro respondia a críticas dos autarcas das regiões mais afetadas pelo temporal, designadamente do presidente da Câmara Municipal de Leiria, Gonçalo Lopes, que afirmou hoje que se o impacto da depressão Kristin fosse na casa de quem governa o país a resposta teria sido mais rápida, ao referir-se ao restabelecimento da energia elétrica.

“Os governantes colocam o país à frente dos seus próprios interesses. Os portugueses que me estão a ouvir que não tenham dúvidas absolutamente nenhumas”, disse o ministro.

“Percebo as afirmações neste momento mais quente, mas refuto completamente essa afirmações”, afirmou.

Pinto Luz adiantou que a E-Redes “está a fazer um trabalho hercúleo, tem mais de mil homens no terreno e está a repor todas as situações”.

Acrescentou que as comunicações não poderão “ser retomadas a 100% enquanto não tivermos energia”.

Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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